Ferramenta

Mapeador de-para: cole os campos e veja o que sobra

Cole a lista de campos do sistema antigo e do novo. A ferramenta sugere o casamento, aponta o que não tem par dos dois lados e marca o que merece desconfiança.

Um por linha. Cole do catálogo do banco ou do cabeçalho de uma exportação.

Um por linha. Se ainda não existir, use o desenho pretendido.

12 de origem · 12 de destino

Casamento sugerido

11
OrigemDestinoConfiançaPor quê
CD_CLIENTEcustomer_idaltasinônimo conhecido de migração
DS_NOME_CLIfull_namealtasinônimo conhecido de migração
NR_CPF_CNPJtax_idaltasinônimo conhecido de migração
DS_EMAILemailaltasinônimo conhecido de migração
NR_TELEFONEphonealtasinônimo conhecido de migração
DS_LOGRADOUROaddressaltasinônimo conhecido de migração
NR_CEPzipcodealtasinônimo conhecido de migração
DS_CIDADEcityaltasinônimo conhecido de migração
SG_UFstatealtasinônimo conhecido de migração
DT_CADASTROcreated_ataltasinônimo conhecido de migração
FL_ATIVOstatusaltasinônimo conhecido de migração

Origem sem destino — some no cutover se ninguém decidir

1
VL_LIMITE_CREDITO

Destino sem origem — abre vazio no primeiro dia

1
segment
  • 1 campo(s) de origem sem destino. Cada um é uma decisão consciente — migrar para campo novo, concatenar em outro, ou descartar por escrito. Sem decisão, o dado some no cutover.
  • 1 campo(s) de destino sem origem. Precisam de valor padrão, de derivação a partir de outro campo, ou de preenchimento posterior — senão a tela abre vazia no primeiro dia.

O que a ferramenta não faz

  • Não olha o tipo do dado — e em legado o tipo declarado costuma mentir
  • Não sabe que um campo vira dois, nem que dois viram um
  • Não conhece a regra de conversão, que é a coluna onde mora o trabalho
  • Não verifica obrigatoriedade nem valor padrão do destino
  • Não testa nada: de-para só vira verdade depois da carga de ensaio
  • Não substitui a leitura de quem conhece a operação — acelera a primeira passada

Como o casamento é feito

Primeiro os nomes são achatados: acento sai, camelCase vira duas palavras, e separador vira espaço. Legado mistura convenção sem pedir licença — `DS_NOME_CLI`, `nomeCliente` e `nome_cliente` costumam conviver na mesma base, às vezes na mesma tabela.

Depois vêm fora os prefixos de tipo que o legado carrega e que não dizem nada sobre significado: `DS_` de descrição, `CD_` de código, `NR_` de número, `FL_` de flag. Sem isso, `CD_CLIENTE` e `customer_id` parecem campos diferentes quando são o mesmo.

O passo que nenhuma comparação de texto genérica acerta é o vocabulário: `razao_social` e `company_name` não têm uma letra em comum e são o mesmo campo. A ferramenta carrega os grupos de sinônimo que aparecem em toda migração brasileira — documento e tax id, CEP e zipcode, situação e status.

O que sobra é resolvido por distância de edição, e essas sugestões saem marcadas com confiança média ou baixa de propósito. Nome parecido com significado diferente é o erro clássico do de-para, e ele custa caro justamente porque passa despercebido na revisão.

Perguntas frequentes

De onde tiro a lista de campos?

Do próprio banco, na maioria dos casos: uma consulta ao catálogo devolve as colunas de uma tabela. Se o acesso for difícil, o cabeçalho de uma exportação em CSV serve para a primeira passada — é menos completo, mas suficiente para achar o que não tem par.

Os campos que não casaram significam problema?

Significam decisão pendente, que é diferente. Campo de origem sem destino precisa de uma escolha consciente: migrar para campo novo, concatenar em outro ou descartar por escrito. Campo de destino sem origem precisa de valor padrão ou derivação. O risco não é a lista existir; é ela não existir e a decisão acontecer por omissão.

Por que uma sugestão de confiança alta pode estar errada?

Porque nome não é significado. `status` no sistema antigo pode ser situação de cadastro e no novo ser situação de pagamento — mesmo nome, domínios diferentes. A ferramenta compara rótulos; só quem conhece a operação compara sentidos.

O que vocês digitam aqui é enviado para algum lugar?

Não. Todo o processamento roda no seu navegador e nada é enviado. Nome de campo de sistema interno é informação da sua operação, e a ferramenta não precisa dela para funcionar — então não a recebe.

E o resto do de-para?

As outras colunas — tipo real, regra de conversão e responsável pela decisão — são trabalho humano e estão descritas no artigo sobre o de-para. Esta ferramenta cobre a primeira coluna e meia, que é a parte mecânica.