Quando o produto de prateleira passa a atrapalhar
Todo sistema pronto chega com o processo de outra empresa dentro. No começo isso é bom: ninguém quer construir emissão de nota do zero. O problema aparece quando o processo que diferencia a sua empresa é justamente o que o sistema não faz — e a saída vira planilha ao lado, campo de observação usado como banco de dados e uma pessoa que sabe o jeitinho.
A conta chega em três lugares: no tempo do time que opera em dois sistemas ao mesmo tempo, no erro que ninguém pega porque o dado está em dois lugares, e na decisão que atrasa porque o relatório precisa ser montado à mão. Nenhum deles aparece na licença mensal.
Como fazemos
Diagnóstico
Sete dias acompanhando o processo como ele é, não como o manual diz. Sai um mapa de sistemas, de dados e dos pontos onde o trabalho manual acontece — com estimativa de esforço e prazo para cada frente.
Recorte
Decidimos junto o que é sob medida e o que continua de prateleira. Quase nunca a resposta é tudo: integrar o que já funciona costuma ser mais rápido e mais barato do que reconstruir.
Primeira entrega
Entre 3 e 6 semanas, uma fatia estreita e completa do processo rodando em produção com gente de verdade usando. Antes de aprovar a fase seguinte, você viu software funcionando.
Ciclos curtos
A cada duas semanas, uma entrega. O escopo da fase seguinte é decidido com o que a fase anterior ensinou, e não com o que o documento previa há seis meses.
Virada e sustentação
Migração dos dados, treinamento curto e acompanhamento nos primeiros ciclos de fechamento — que é quando os defeitos de verdade aparecem.
O que você recebe
- Sistema em produção, com código e infraestrutura no seu nome
- Mapa do processo e do modelo de dados, em documento que sobrevive a troca de time
- Integrações com os sistemas que ficam
- Ambiente de teste separado do de produção
- Treinamento gravado e material de apoio para quem entra depois
Com o que trabalhamos
Perguntas frequentes
Sob medida não é sempre mais caro que comprar pronto?
Na licença, sim. No total, depende de quanto trabalho manual o sistema pronto obriga a fazer. A conta que fazemos no diagnóstico compara os dois cenários em três anos, incluindo horas de time, e em operação intensiva em processo o sob medida costuma empatar entre o segundo e o terceiro ano — e ganhar dali em diante.
De quem é o código no fim do projeto?
Seu. Código, dados e infraestrutura ficam no seu nome, em repositório e contas suas, desde o primeiro dia. Não trabalhamos com modelo em que a empresa fica refém do fornecedor para acessar o próprio sistema.
E se a gente precisar trocar de fornecedor no meio?
O projeto é construído para isso ser possível: stack conhecida no mercado, sem framework proprietário, documentação do modelo de dados e ambiente que sobe do zero com um comando. Não é um discurso — é o que checamos antes de cada entrega.
Vocês assumem sistema que já existe, feito por outro time?
Assumimos, depois de uma avaliação técnica de uma semana. Ela diz o que dá para aproveitar, o que precisa ser reescrito e quanto custa cada caminho. Às vezes a resposta honesta é que reescrever sai mais barato, e nesse caso a gente diz.