Três relatórios, três números, uma reunião perdida
A cena se repete em toda empresa que cresceu: comercial leva um número de faturamento, financeiro leva outro, e a reunião vira uma hora de arqueologia sobre quem filtrou o quê. Ninguém está errado — cada área calculou com a regra que faz sentido para ela, em cima do sistema que ela usa.
O problema não é falta de dado, é excesso de fontes sem acordo. Enquanto a regra de cálculo estiver na fórmula de uma planilha que uma pessoa mantém, a empresa tem tantas verdades quantas planilhas existirem.
O sintoma final é a diretoria decidir com base no que sente, porque nenhum número resiste a três perguntas.
Como fazemos
Acordo sobre a definição
Antes de qualquer painel, escrevemos com as áreas o que é 'faturamento', o que conta como 'cliente ativo' e a partir de quando um negócio é 'ganho'. É a parte chata e é a que resolve o problema — o resto é execução.
Uma cópia central
O dado dos sistemas passa a ser copiado para um lugar só, com histórico. Consultar direto no banco de produção derruba o sistema no fechamento, que é justamente quando todo mundo quer relatório.
Regra em código, não em planilha
Cada métrica vira uma transformação versionada, com teste. Mudou a definição? Muda em um lugar, e todo painel muda junto — em vez de sete planilhas divergindo em silêncio.
Painel que responde uma pergunta
Painel com quarenta indicadores não é usado. Cada painel nasce de uma pergunta de negócio e mostra o que responde a ela, com o caminho para o detalhe quando alguém quiser conferir.
Frescor declarado
Todo painel diz de quando é o dado e avisa quando a carga falhou. Painel silenciosamente desatualizado é pior que painel nenhum, porque a decisão é tomada com confiança.
O que você recebe
- Base central com o dado dos sistemas e histórico preservado
- Dicionário de métricas: definição escrita e acordada entre as áreas
- Transformações versionadas e testadas, não fórmula em planilha
- Painéis por pergunta de negócio, com detalhamento até a origem
- Alerta de carga que falhou e carimbo de frescor em cada painel
Com o que trabalhamos
Perguntas frequentes
Precisa de data warehouse mesmo? Não dá para ler do ERP?
Dá, até a empresa crescer. Consultar produção para relatório concorre com quem está operando e derruba o sistema justamente no fechamento. Além disso o ERP guarda o estado de hoje, não o histórico: sem cópia com histórico, não há como comparar com o ano passado.
Já temos Power BI. Serve?
Serve, e mantemos. A ferramenta de visualização quase nunca é o problema — o problema é cada relatório calcular a métrica do seu jeito, direto na fonte. Resolvemos a camada de baixo e o Power BI passa a ler de um lugar onde a regra já está aplicada.
Quanto tempo até ver o primeiro painel?
Entre 3 e 6 semanas, começando por uma área só. Projeto de dados que tenta cobrir a empresa inteira de uma vez leva meses para mostrar qualquer coisa e costuma morrer antes — uma área com número confiável vale mais que sete pela metade.
Quem mantém as definições depois?
O dicionário de métricas fica no repositório, junto com as transformações, e mudar uma definição passa por revisão como qualquer mudança de código. É o que impede a regra de voltar a morar na cabeça de alguém.