Quando o dinheiro passa a ser da operação, não do software
Marketplace que repassa ao vendedor, plataforma que retém comissão, clínica que parcela para o paciente, cooperativa que distribui resultado: em todos esses casos a empresa deixou de só cobrar e passou a movimentar dinheiro de terceiros. É outro patamar de responsabilidade — e a maioria descobre isso na primeira conciliação que não fecha.
Os problemas aparecem sempre nas mesmas costuras. O Pix caiu mas o pedido não liberou. O estorno voltou e o split já tinha sido repassado. A taxa cobrada pelo adquirente não bate com a calculada internamente. Cada uma dessas divergências vira trabalho manual de alguém com planilha, e cada uma é dinheiro real parado ou perdido.
E há a camada que ninguém antecipa: parceiro bancário e adquirente têm área de risco, e ela pede desenho, trilha e controle antes de liberar volume. Chegar nessa conversa sem isso pronto custa meses.
Como fazemos
Modelo de dinheiro antes de código
Desenhamos onde o dinheiro entra, onde ele fica e para quem vai, com os estados de cada transação escritos. Sistema financeiro que começa pela tela em vez do modelo é o que gera saldo impossível de explicar seis meses depois.
Razão com lançamentos de dois lados
Cada movimento vira lançamento em partida dobrada, imutável. Corrigir é lançar o contrário, nunca editar o passado — é o que permite reconstruir qualquer saldo em qualquer data e é a primeira coisa que auditoria pede.
Conciliação automática
O extrato do adquirente e do banco é cruzado com o que o sistema registrou, todo dia, com relatório do que não bateu. Divergência encontrada por robô no dia seguinte é incidente; encontrada por gente no fim do mês é prejuízo.
Idempotência e webhook confiável
Provedor de pagamento reenvia notificação, e reenvia fora de ordem. Toda entrada tem chave própria e o estado só avança na direção certa — sem isso, o mesmo Pix credita duas vezes.
Pronto para a área de risco
Trilha de auditoria, segregação de acesso, registro de quem aprovou o quê e política de retenção. Entregamos o material que o parceiro bancário pede, em vez de você montar isso na véspera.
O que você recebe
- Razão em partida dobrada, imutável, com saldo reconstruível por data
- Integração com Pix, cartão e boleto, com webhook idempotente
- Split de pagamento com regra versionada, incluindo estorno e chargeback
- Conciliação diária automática, com relatório de divergência
- Trilha de auditoria e controles de acesso no formato que a área de risco pede
Com o que trabalhamos
Perguntas frequentes
Precisamos ser uma instituição de pagamento autorizada?
Depende de quem detém o dinheiro. Operando sobre a licença de um parceiro — instituição de pagamento ou banco como serviço — a maioria dos modelos não exige autorização própria. Reter recurso de terceiro em nome próprio muda a resposta. Essa é uma conversa com o seu jurídico, e o desenho técnico segue a decisão dele; não damos parecer regulatório.
Dá para usar um gateway pronto e resolver?
Para cobrar, sim, e recomendamos. O gateway resolve receber. O que ele não resolve é o que acontece depois: para quem vai cada parcela, o que fazer quando estorna depois do repasse, como fechar o mês. Essa camada é a que construímos, e é onde o dinheiro se perde.
Por que partida dobrada em vez de um campo de saldo?
Porque campo de saldo não responde à pergunta que sempre aparece: por que este número mudou. Com lançamentos imutáveis dos dois lados, qualquer saldo é reconstruível em qualquer data e toda alteração tem origem. É mais trabalho no começo e a única forma de sobreviver a uma auditoria.
Como fica o antifraude?
Integramos com o antifraude do provedor e somamos regras da sua operação — limite por perfil, velocidade, comportamento fora do padrão. Caso suspeito entra em fila de revisão humana, não em bloqueio automático: falso positivo em pagamento custa cliente.