O ERP que a empresa vestiu, mas que não serve
ERP é o sistema que amarra pedido, estoque, compra, faturamento e financeiro. Quando ele atende, é o melhor dinheiro que a empresa gasta. O problema começa quando a operação tem um jeito próprio de fazer algo — uma regra de preço, um fluxo de aprovação, um tipo de contrato — e o sistema não tem onde guardar aquilo.
A partir daí a empresa inventa contorno: um campo de observação virando banco de dados, uma planilha paralela que ninguém oficializa, um relatório montado à mão todo mês. Cada contorno funciona sozinho. Juntos, eles criam uma segunda verdade sobre o negócio, e é ela que aparece na hora de fechar o mês e não bater com o sistema.
O sintoma clássico é o time de operação confiar mais na planilha do que no ERP. Quando isso acontece, o sistema deixou de ser a fonte da verdade — e um ERP que não é fonte da verdade é só um custo de licença.
Como fazemos
Mapa dos contornos
Levantamos toda planilha paralela, campo desviado de função e relatório manual que existe hoje. Cada um é um requisito que o sistema atual não atendeu, e essa lista é a especificação mais honesta que um projeto de ERP pode ter.
Estender ou substituir
Quase sempre a resposta é estender. Trocar o ERP inteiro para resolver dois processos é caro, demorado e arriscado; construir os módulos que faltam em volta do que já funciona costuma custar uma fração. Quando substituir é o certo, dizemos — e a conta dos dois caminhos vai na mesa.
Módulo por módulo
Entregamos um processo completo de cada vez, do começo ao fim, em produção. Não existe módulo pela metade: pedido que entra e não fatura é pior que planilha, porque agora são dois lugares para conferir.
Amarração fiscal e contábil
Nota, imposto e integração contábil ficam onde já estão. É domínio regulado, muda com a legislação e não diferencia a sua empresa de ninguém — reconstruir isso sob medida é queimar dinheiro.
Fonte única da verdade
O projeto só termina quando as planilhas paralelas somem. Enquanto alguém precisar de uma, um requisito ficou de fora — e é ele que vai reabrir o problema em seis meses.
O que você recebe
- Processo do pedido ao faturamento rodando no sistema, sem planilha ao lado
- Módulos sob medida integrados ao ERP e ao fiscal que já existem
- Regras de preço, desconto e aprovação dentro do sistema, versionadas
- Relatórios de fechamento gerados sozinhos, com número que bate
- Modelo de dados documentado, para o próximo time entender sem arqueologia
Com o que trabalhamos
Perguntas frequentes
Vale mais estender o ERP atual ou trocar de sistema?
Estender, na maioria dos casos. Trocar o ERP inteiro mexe em fiscal, contábil, estoque e histórico ao mesmo tempo, e o risco é proporcional. Se o sistema atual atende o núcleo e falha em dois ou três processos, construir esses processos em volta dele custa uma fração e entrega em semanas, não em trimestres.
Vocês constroem a parte fiscal também?
Não, e é deliberado. Emissão de nota e apuração de imposto são domínio regulado, mudam com a legislação e não diferenciam a sua empresa de nenhuma outra. Integramos com o que você já usa ou indicamos um produto de prateleira — e concentramos o esforço no que é seu.
O sistema sob medida conversa com o ERP que já temos?
É o desenho padrão. A integração vai por API quando o ERP expõe uma, por banco ou arquivo quando não expõe. O que muda é o prazo do levantamento: ERP fechado exige mais tempo de engenharia reversa, e isso aparece na estimativa do diagnóstico.
Como fica o histórico que está no sistema antigo?
Vai junto. O histórico é reconciliado contra a origem antes de qualquer virada, com relatório de divergência — o mesmo método da migração de legado. Nenhum processo entra em produção com divergência em aberto.