O sistema funciona, mas ninguém sabe mais mexer nele
Software em produção é o que a operação usa todo dia. Ele raramente para de funcionar de uma vez: vai acumulando pequenos problemas — um relatório que passou a demorar, um envio que falha às sextas, um campo que precisava de mais um estado — até que ninguém mais se sente confortável mexendo.
Quando quem construiu saiu da empresa ou a agência encerrou o contrato, o sistema entra numa zona perigosa: funciona, mas sem manutenção, sem atualização de segurança e sem ninguém que entenda por que aquela regra existe. É o passivo mais comum que encontramos.
A partir daí a empresa passa a evitar o sistema em vez de melhorá-lo. Cria planilha ao lado, adia mudança que traria ganho e convive com falha conhecida — porque mexer parece mais arriscado do que aguentar.
Como fazemos
Assunção com avaliação
Uma semana lendo o código, o banco e os incidentes, antes de assumir. Sai um relatório com o que está sólido, o que é risco imediato e o que só vai doer depois — com o custo de cada frente.
Risco antes de pedido
A primeira fila não é a lista de melhorias do time: é backup testado, atualização de segurança pendente e ponto único de falha. Evoluir sistema que pode cair não é evolução, é aposta.
Rede antes de mudança
Antes de alterar comportamento antigo, criamos teste que descreve o que ele faz hoje. Em sistema sem teste, é a única forma de mudar sem quebrar o que ninguém documentou.
Fila com prazo por gravidade
Cada chamado entra com gravidade acordada e prazo correspondente. Parada de operação tem plantão; melhoria pequena entra no ciclo. Sem essa separação, tudo vira urgente e nada é resolvido.
Monitoramento que avisa antes
Erro, lentidão e fila parada disparam alerta no canal do time. O objetivo é a gente saber do problema antes do usuário ligar — em sustentação, essa é a métrica que importa.
O que você recebe
- Avaliação técnica inicial com risco e custo por frente
- Fila de chamados com gravidade e prazo acordados
- Monitoramento de erro, lentidão e falha de rotina, com alerta
- Backup testado, restauração ensaiada e atualização de segurança em dia
- Documentação do que existe, escrita enquanto o trabalho acontece
Com o que trabalhamos
Perguntas frequentes
Vocês assumem sistema feito por outro time?
É a maior parte do que fazemos em sustentação. Antes de assumir, uma semana de avaliação diz o que dá para manter, o que precisa ser reescrito e quanto custa cada caminho. Se a conclusão honesta for que manter sai mais caro que refazer, dizemos — mesmo quando o contrato de sustentação seria mais confortável para nós.
E se o sistema não tiver nenhum teste?
É o normal. A gente não para para testar tudo antes de começar: cria teste em volta do trecho que vai mudar, a cada mudança. Em um ano de sustentação, a cobertura chega onde importa — nas partes que realmente mexem.
Como funciona o plantão?
Parada de operação tem resposta em até 4 horas, inclusive fora do horário comercial, com alguém de sobreaviso. Gravidades menores entram na fila com prazo próprio. O que define gravidade é o impacto na operação, acordado no começo — não a urgência de quem abriu o chamado.
Dá para contratar só o monitoramento?
Dá, e às vezes é o certo para começar. Monitoramento e backup testado custam pouco e removem a maior parte do risco de sistema abandonado. A evolução entra depois, quando fizer sentido para o negócio.