Como começar

Quatro formas de começar, e o que cada uma custa

Material aberto, diagnóstico gratuito, auditoria técnica paga ou projeto. Qual degrau serve depende de quanto você já sabe do problema.

Resposta curta

Começar não precisa ser contratar. São quatro degraus: material aberto para dimensionar sozinho, diagnóstico gratuito de sete dias sobre o processo, auditoria técnica paga sobre o sistema que já existe, e projeto com escopo fechado. O degrau certo é o que responde a pergunta que você tem hoje.

Quase todo site de empresa de tecnologia oferece uma coisa só: fale conosco. Funciona para quem já decidiu contratar e não serve para mais ninguém — e a maior parte de quem chega aqui não decidiu nada ainda, está tentando entender se o problema justifica um projeto.

Por isso são quatro degraus, e não um botão. Cada um custa uma coisa diferente e responde uma pergunta diferente. Subir sem precisar é desperdício de tempo seu; ser empurrado para o topo antes da hora é o que faz o comprador parar de responder e-mail.

A ordem abaixo é a do menor compromisso para o maior. Ninguém é obrigado a começar no primeiro: se a sua empresa já fez o levantamento, a auditoria ou o projeto entram direto, com o que você já tem em mãos.

Os quatro degraus

  1. Material de apoio

    Você desconfia que a operação está pagando caro por trabalho manual, mas ainda não levou o assunto para dentro da empresa. Falar com fornecedor agora seria cedo — e a gente concorda.

    Custo
    Grátis, e sem deixar e-mail
    Prazo
    De dois a dez minutos
    • As calculadoras, com o resultado na tela e sem cadastro para ver
    • Os diagnósticos de maturidade e de funil, com pontuação por etapa
    • O glossário, para não travar no termo que o fornecedor usa e não explica
    • Os textos sobre o problema específico, escritos por quem já executou

    Quando não é este degrau: Quando o projeto já está aprovado e o que falta é prazo. A conta você já fez, e mais uma estimativa não muda nada.

    Ver as ferramentas
  2. Diagnóstico gratuito

    Você sabe onde dói e não consegue dimensionar: quanto o jeito atual custa por ano, o que dá para resolver sem software nenhum e o que exige projeto.

    Custo
    Grátis e sem compromisso
    Prazo
    Sete dias, com cerca de seis horas do seu time
    • Mapa dos sistemas e do caminho que o dado faz entre eles
    • Os pontos de trabalho manual, ordenados por custo e não por incômodo
    • Comprar, integrar ou construir — com esforço e prazo de cada caminho
    • Um documento que é seu, mesmo que você não siga com a gente

    Quando não é este degrau: Quando a pergunta é sobre um sistema que já existe e ninguém mais entende. Isso é leitura de código e de banco, não observação de processo: é o degrau seguinte.

    Agendar diagnóstico
  3. Auditoria técnica

    Existe um sistema, uma base ou uma integração de pé, e a decisão trava porque ninguém consegue dizer com segurança o que dá para aproveitar. Quase sempre é o time de TI que precisa desse documento para levar ao comitê.

    Custo
    Paga, por semana de trabalho, com o número de semanas fechado antes de começar
    Prazo
    De duas a quatro semanas, conforme o tamanho da base
    • Leitura do código, do modelo de dados e do que cada sistema expõe hoje
    • De-para campo a campo entre origem e destino, com a lista do que não tem par
    • O que se aproveita, o que precisa ser reescrito e o risco de cada caminho
    • Custo e prazo de cada opção, num documento que serve com qualquer fornecedor

    Quando não é este degrau: Quando ainda não existe sistema para auditar. Sem código e sem base não há o que ler, e o diagnóstico responde melhor pela metade do esforço.

    É o único degrau pago antes do projeto, e é pago porque consome semanas de gente sênior lendo código, esquema e log — não porque o resultado é melhor. O documento vale sozinho: ele decide migrar, reescrever ou manter, com ou sem projeto depois, e continua valendo se você levar para outro fornecedor.

    Falar sobre a auditoria
  4. Projeto

    A decisão está tomada, o orçamento existe, e o que falta é escopo, prazo e quem executa.

    Custo
    Escopo fechado no diagnóstico ou na auditoria; squad dedicado quando o roadmap é contínuo
    Prazo
    Primeira entrega em produção entre 3 e 6 semanas
    • Software em produção, com código, dados e infraestrutura no seu nome
    • Entrega a cada duas semanas, com a prioridade seguinte decidida por você
    • Migração e reconciliação quando há base antiga para trazer
    • Sustentação com prazo de resposta acordado por gravidade

    Quando não é este degrau: Quando o problema é resolvido por um produto de prateleira que já atende. Fiscal, contábil e folha são os exemplos de sempre, e dizemos isso na primeira conversa.

    Falar de escopo

Como saber em qual você está

  • Se você ainda não consegue dizer quanto o problema custa por ano, está no primeiro. Nenhum fornecedor deveria orçar antes disso, e nós também não.
  • Se o custo já está estimado e a dúvida é o que fazer com o processo, está no segundo. É o diagnóstico, e ele é gratuito porque é a única forma de a conversa começar com os dois lados sabendo do que falam.
  • Se existe um sistema de pé e a dúvida é técnica — aproveitar, reescrever ou migrar —, está no terceiro. Nenhuma quantidade de observação de processo responde isso: é preciso abrir o código e o banco.
  • Se o escopo já está claro e o orçamento aprovado, está no quarto. Aí a conversa é sobre time, prazo e ordem de entrega.

Por que a escada existe

Um degrau só é confortável para quem vende: todo visitante vira um lead do mesmo tipo, e a equipe comercial recebe uma fila indistinta. O custo aparece do outro lado. Quem estava pesquisando é abordado como se estivesse comprando, para de responder, e some — não porque não tinha problema, mas porque foi tratado no estágio errado.

Com quatro degraus, o pedido é proporcional ao que a pessoa já sabe. Quem chega no início leva uma conta pronta e não deixa nem o e-mail. Quem chega no fim marca um horário em vez de esperar retorno. A empresa perde menos contato no meio, e ninguém é forçado a fingir urgência que não tem.

Há um efeito colateral que interessa a quem compra: a escada obriga a dizer, em cada degrau, quando ele é o errado. Está escrito em cada card acima, e não é modéstia — é o que impede que um levantamento de duas semanas seja vendido para quem precisava de duas horas de conversa.

Não sabe em qual degrau está?

Conte o cenário em três perguntas e a gente diz qual dos quatro resolve — inclusive quando a resposta honesta é nenhum deles ainda.

Resposta em até 1 dia útil

Perguntas frequentes

Posso pular direto para o projeto?

Pode, se já existe levantamento suficiente para fechar escopo — feito por você, por um consultor ou por outro fornecedor. O que não fazemos é orçar projeto sem nenhum levantamento: número cravado sem diagnóstico embute a margem do desconhecido, e quem paga essa margem é sempre o cliente.

Se o diagnóstico é gratuito, por que a auditoria é paga?

Porque são trabalhos diferentes sobre objetos diferentes. O diagnóstico observa o processo com quem executa, leva sete dias e existe para decidir se há projeto. A auditoria lê código, esquema de banco e log de integração para responder o que dá para aproveitar do que já existe — leva de duas a quatro semanas de gente sênior e entrega um documento que decide sozinho, com ou sem projeto depois.

Quanto custa a auditoria?

Depende do tamanho da base e de quantos sistemas entram no recorte, e o número é fechado antes de começar — nunca durante. A cobrança é por semana de trabalho, então o escopo define o preço e não o contrário. Se o recorte crescer no meio, a conversa acontece antes, não na fatura.

Preciso contratar a auditoria para contratar o projeto?

Não. São ofertas independentes, e boa parte dos projetos começa pelo diagnóstico gratuito sem passar por auditoria nenhuma. A auditoria só faz sentido quando existe sistema antigo no caminho e a decisão de mexer nele está travada por falta de informação técnica.

O que acontece com o documento se eu não seguir com vocês?

Ele continua sendo seu, no diagnóstico e na auditoria. Foi escrito sobre a sua operação, com informação sua: levar para outro fornecedor ou executar internamente é uso legítimo, e dizemos isso antes de começar. Documento condicionado à contratação não é entregável, é orçamento disfarçado.