Resposta curta
Começar não precisa ser contratar. São quatro degraus: material aberto para dimensionar sozinho, diagnóstico gratuito de sete dias sobre o processo, auditoria técnica paga sobre o sistema que já existe, e projeto com escopo fechado. O degrau certo é o que responde a pergunta que você tem hoje.
Quase todo site de empresa de tecnologia oferece uma coisa só: fale conosco. Funciona para quem já decidiu contratar e não serve para mais ninguém — e a maior parte de quem chega aqui não decidiu nada ainda, está tentando entender se o problema justifica um projeto.
Por isso são quatro degraus, e não um botão. Cada um custa uma coisa diferente e responde uma pergunta diferente. Subir sem precisar é desperdício de tempo seu; ser empurrado para o topo antes da hora é o que faz o comprador parar de responder e-mail.
A ordem abaixo é a do menor compromisso para o maior. Ninguém é obrigado a começar no primeiro: se a sua empresa já fez o levantamento, a auditoria ou o projeto entram direto, com o que você já tem em mãos.
Os quatro degraus
Material de apoio
Você desconfia que a operação está pagando caro por trabalho manual, mas ainda não levou o assunto para dentro da empresa. Falar com fornecedor agora seria cedo — e a gente concorda.
- As calculadoras, com o resultado na tela e sem cadastro para ver
- Os diagnósticos de maturidade e de funil, com pontuação por etapa
- O glossário, para não travar no termo que o fornecedor usa e não explica
- Os textos sobre o problema específico, escritos por quem já executou
Quando não é este degrau: Quando o projeto já está aprovado e o que falta é prazo. A conta você já fez, e mais uma estimativa não muda nada.
Ver as ferramentasDiagnóstico gratuito
Você sabe onde dói e não consegue dimensionar: quanto o jeito atual custa por ano, o que dá para resolver sem software nenhum e o que exige projeto.
- Mapa dos sistemas e do caminho que o dado faz entre eles
- Os pontos de trabalho manual, ordenados por custo e não por incômodo
- Comprar, integrar ou construir — com esforço e prazo de cada caminho
- Um documento que é seu, mesmo que você não siga com a gente
Quando não é este degrau: Quando a pergunta é sobre um sistema que já existe e ninguém mais entende. Isso é leitura de código e de banco, não observação de processo: é o degrau seguinte.
Agendar diagnósticoAuditoria técnica
Existe um sistema, uma base ou uma integração de pé, e a decisão trava porque ninguém consegue dizer com segurança o que dá para aproveitar. Quase sempre é o time de TI que precisa desse documento para levar ao comitê.
- Leitura do código, do modelo de dados e do que cada sistema expõe hoje
- De-para campo a campo entre origem e destino, com a lista do que não tem par
- O que se aproveita, o que precisa ser reescrito e o risco de cada caminho
- Custo e prazo de cada opção, num documento que serve com qualquer fornecedor
Quando não é este degrau: Quando ainda não existe sistema para auditar. Sem código e sem base não há o que ler, e o diagnóstico responde melhor pela metade do esforço.
É o único degrau pago antes do projeto, e é pago porque consome semanas de gente sênior lendo código, esquema e log — não porque o resultado é melhor. O documento vale sozinho: ele decide migrar, reescrever ou manter, com ou sem projeto depois, e continua valendo se você levar para outro fornecedor.
Falar sobre a auditoriaProjeto
A decisão está tomada, o orçamento existe, e o que falta é escopo, prazo e quem executa.
- Software em produção, com código, dados e infraestrutura no seu nome
- Entrega a cada duas semanas, com a prioridade seguinte decidida por você
- Migração e reconciliação quando há base antiga para trazer
- Sustentação com prazo de resposta acordado por gravidade
Quando não é este degrau: Quando o problema é resolvido por um produto de prateleira que já atende. Fiscal, contábil e folha são os exemplos de sempre, e dizemos isso na primeira conversa.
Falar de escopo
Como saber em qual você está
- Se você ainda não consegue dizer quanto o problema custa por ano, está no primeiro. Nenhum fornecedor deveria orçar antes disso, e nós também não.
- Se o custo já está estimado e a dúvida é o que fazer com o processo, está no segundo. É o diagnóstico, e ele é gratuito porque é a única forma de a conversa começar com os dois lados sabendo do que falam.
- Se existe um sistema de pé e a dúvida é técnica — aproveitar, reescrever ou migrar —, está no terceiro. Nenhuma quantidade de observação de processo responde isso: é preciso abrir o código e o banco.
- Se o escopo já está claro e o orçamento aprovado, está no quarto. Aí a conversa é sobre time, prazo e ordem de entrega.
Por que a escada existe
Um degrau só é confortável para quem vende: todo visitante vira um lead do mesmo tipo, e a equipe comercial recebe uma fila indistinta. O custo aparece do outro lado. Quem estava pesquisando é abordado como se estivesse comprando, para de responder, e some — não porque não tinha problema, mas porque foi tratado no estágio errado.
Com quatro degraus, o pedido é proporcional ao que a pessoa já sabe. Quem chega no início leva uma conta pronta e não deixa nem o e-mail. Quem chega no fim marca um horário em vez de esperar retorno. A empresa perde menos contato no meio, e ninguém é forçado a fingir urgência que não tem.
Há um efeito colateral que interessa a quem compra: a escada obriga a dizer, em cada degrau, quando ele é o errado. Está escrito em cada card acima, e não é modéstia — é o que impede que um levantamento de duas semanas seja vendido para quem precisava de duas horas de conversa.
Perguntas frequentes
Posso pular direto para o projeto?
Pode, se já existe levantamento suficiente para fechar escopo — feito por você, por um consultor ou por outro fornecedor. O que não fazemos é orçar projeto sem nenhum levantamento: número cravado sem diagnóstico embute a margem do desconhecido, e quem paga essa margem é sempre o cliente.
Se o diagnóstico é gratuito, por que a auditoria é paga?
Porque são trabalhos diferentes sobre objetos diferentes. O diagnóstico observa o processo com quem executa, leva sete dias e existe para decidir se há projeto. A auditoria lê código, esquema de banco e log de integração para responder o que dá para aproveitar do que já existe — leva de duas a quatro semanas de gente sênior e entrega um documento que decide sozinho, com ou sem projeto depois.
Quanto custa a auditoria?
Depende do tamanho da base e de quantos sistemas entram no recorte, e o número é fechado antes de começar — nunca durante. A cobrança é por semana de trabalho, então o escopo define o preço e não o contrário. Se o recorte crescer no meio, a conversa acontece antes, não na fatura.
Preciso contratar a auditoria para contratar o projeto?
Não. São ofertas independentes, e boa parte dos projetos começa pelo diagnóstico gratuito sem passar por auditoria nenhuma. A auditoria só faz sentido quando existe sistema antigo no caminho e a decisão de mexer nele está travada por falta de informação técnica.
O que acontece com o documento se eu não seguir com vocês?
Ele continua sendo seu, no diagnóstico e na auditoria. Foi escrito sobre a sua operação, com informação sua: levar para outro fornecedor ou executar internamente é uso legítimo, e dizemos isso antes de começar. Documento condicionado à contratação não é entregável, é orçamento disfarçado.