Vendas e CRM

CRM com site para imobiliária: acoplado ou separado

O que o site precisa mandar para o CRM, por que o formulário que só dispara e-mail perde a atribuição, e as perguntas sobre domínio, conteúdo e URLs.

Leonardo Peron5 min de leitura

Quem procura "CRM para imobiliária com site" quase sempre quer duas coisas ao mesmo tempo: parar de manter o cadastro do imóvel em dois lugares, e parar de pagar duas contas. São problemas diferentes, e só o primeiro exige que o site e o CRM sejam do mesmo fornecedor.

O que decide entre acoplar e separar não é preço nem beleza da página: é o que o site consegue mandar para o CRM quando alguém preenche o formulário, e o que acontece com o domínio no dia em que você quiser sair.

Declaração de interesse: a Mix Labs tem um CRM imobiliário próprio, o Mix CRM, que inclui construtor de página de captação. Estamos de um dos lados desta escolha, e os critérios abaixo se aplicam a nós igual.

O que o site precisa mandar para o CRM

Um lead que chega pelo site carrega quatro informações que só existem naquele instante e não se recuperam depois.

A origem. Qual canal trouxe a pessoa: busca orgânica, campanha paga, link do Instagram, portal que apontou para o seu site.

O imóvel de interesse. O código do anúncio que estava na tela quando ela clicou. Sem isso, o corretor liga perguntando o que a pessoa procura, para uma pessoa que acabou de dizer exatamente o que procura.

Os parâmetros de campanha. O utm_source e o resto do conjunto, que liga o lead ao anúncio pago. Perdidos aqui, nenhum relatório de retorno de mídia se sustenta — é essa a ponte que ferramentas de automação de marketing esperam encontrar.

O horário do envio. Não o horário em que alguém leu o e-mail e digitou no sistema: o do clique.

Por que o formulário que só manda e-mail já perdeu

O arranjo mais barato de montar é o formulário que dispara um e-mail para o comercial. Ele parece funcionar: o e-mail chega, alguém responde.

O que se perde é tudo o que está acima. O e-mail chega numa caixa, uma pessoa lê, abre o CRM e digita nome e telefone. A origem vira "site", o imóvel de interesse vira o que couber no campo de observação, os parâmetros de campanha não existem, e o horário registrado passa a ser o da transcrição.

O efeito mais caro é no relógio. O tempo de resposta que o painel mostra começa a contar da digitação, então ele fica bom exatamente quando a realidade é ruim — é o mecanismo descrito em o lead que chegou no sábado. E como transcrever é trabalho que só serve a outra pessoa, ele é o primeiro a ser adiado, pelo mesmo motivo que faz ninguém preencher o CRM.

Há ainda o efeito de identidade: a mesma pessoa preenche o formulário, manda mensagem no WhatsApp e clica no portal, e nasce três vezes — problema com causa própria, que não se resolve no formulário.

Acoplado: o que se ganha e o que se entrega

Site e CRM do mesmo fornecedor resolvem o cadastro único de verdade: o imóvel é cadastrado uma vez e aparece no site, nos portais e no funil com o mesmo preço, e o formulário nasce sabendo qual anúncio o gerou. Não é pouco — é o trabalho de integração já feito.

O que se entrega em troca é controle. O layout é o que o construtor permite; o desempenho da página é o do fornecedor, e desempenho conta na busca; o conteúdo — descrição escrita à mão, foto tratada, página de bairro — vive no banco de dados dele. E a estrutura das URLs também, que é o item de consequência mais longa.

Separado: o que se ganha e o custo

Site próprio, alimentado por um feed ou pela API do CRM, com o formulário postando direto lá. Você mantém layout, desempenho, conteúdo e endereço das páginas. O CRM continua sendo a fonte do imóvel, então não há cadastro duplo.

O custo é que alguém precisa construir e manter essa ligação, que quebra quando o fornecedor muda a API — projeto de integração de sistemas com manutenção contínua, não tarefa que termina. Para operação pequena raramente se justifica; para quem investe em conteúdo e em busca orgânica, costuma se justificar cedo.

Domínio, conteúdo e a porta de saída

Três perguntas que precisam de resposta antes de assinar qualquer contrato que inclua site.

Quem é o titular do domínio? Precisa ser o CNPJ da imobiliária, com alguém da casa tendo acesso ao registrador. "O fornecedor cuida disso" é a resposta que transforma uma troca de sistema numa negociação.

Quem tem o conteúdo? Descrições e fotos tratadas são trabalho seu. Pergunte como se exporta, no plural: texto e arquivo de imagem, não a lista dos nomes dos arquivos.

O que acontece com as URLs? Se o endereço das páginas muda de formato quando você sai, tudo que a busca orgânica construiu volta ao começo. Isso se resolve com redirecionamento — e redirecionamento exige a lista das URLs antigas, que você precisa conseguir extrair enquanto ainda é cliente. É o mesmo raciocínio que vale para o resto do dado quando chega a hora de trocar de CRM.

A checagem para fazer hoje

Preencha o formulário do seu próprio site com um telefone de teste. Vá ao CRM e abra o registro que nasceu: ele tem origem? tem os parâmetros de campanha? tem o código do imóvel que estava na tela? O horário é o do envio ou o de quando alguém digitou?

Cada resposta ausente é uma pergunta que você não vai conseguir responder na reunião de resultado. Depois, consulte o registro público do seu domínio e veja quem é o titular. Se a conclusão for que o problema é de escolha de fornecedor, e não de formulário, os critérios estão aqui.

Isso é o que fazemos em crm sob medida

O CRM que ninguém preenche é o CRM que não devolve informação. Construímos o funil no formato em que a sua venda acontece, e não no molde do produto.

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