Integração · Pagamentos

Integração com Pix: cobrança, conciliação e devolução

Gerar cobrança, confirmar pagamento em segundos e conciliar — com o desenho que impede o pedido de liberar duas vezes ou de não liberar nunca.

O que é o Pix

O Pix mudou a operação de quem recebe: o dinheiro chega em segundos e a confirmação também. O que parecia problema de meio de pagamento virou problema de integração — porque agora o sistema precisa reagir na hora.

O acesso acontece pela API do banco ou de um provedor de pagamento. A escolha muda a interface e o custo; as regras do arranjo, definidas pelo Banco Central, valem igual.

O que a API entrega

Cobrança imediata e cobrança com vencimento são recursos distintos, com campos e comportamento próprios. Escolher o tipo errado gera cobrança que expira antes do prazo que a operação prometeu.

A confirmação chega por webhook e pode chegar repetida ou fora de ordem. Consultar o status também é possível, e o desenho robusto usa os dois: reage ao webhook e reconcilia por consulta em janela curta.

Devolução é uma operação própria, com prazo e regra — não é estorno de cartão. Quem trata as duas do mesmo jeito descobre a diferença no primeiro pedido de reembolso.

Fluxos que construímos

  1. Cobrança com liberação automática

    QR gerado no checkout, pagamento confirmado por webhook e pedido liberado em segundos — com chave que impede liberar duas vezes se a notificação repetir.

  2. Conciliação diária

    Extrato cruzado com as cobranças emitidas, com relatório do que não bateu. Pix identificado por txid resolve a maior parte; o resto vai para fila.

  3. Devolução rastreável

    Reembolso executado pela operação correta, com registro do motivo e vínculo à cobrança original.

  4. Split e repasse

    Quando há terceiro na operação, o repasse acontece com retenção e trilha — e nunca antes do período de segurança definido.

O que costuma quebrar

  1. Liberar pedido duas vezes

    Webhook repetido sem chave de idempotência libera de novo. Em produto digital isso é entrega duplicada; em físico, é separação duplicada.

  2. Confiar só no webhook

    Se o endpoint fica indisponível, o pagamento acontece e o pedido não libera. A reconciliação por consulta em janela curta é o que fecha esse buraco.

  3. Tipo de cobrança errado

    Cobrança imediata usada onde havia prazo expira e o cliente paga um QR morto. O suporte descobre depois, com o dinheiro já em trânsito.

  4. Devolução tratada como estorno

    São operações diferentes, com prazos diferentes. Modelar as duas igual gera saldo que não fecha e pedido de reembolso parado.

Prazo típico

2 a 4
semanas para cobrança e liberação automática
+1 a 2
semanas para conciliação e devolução
segundos
do pagamento à liberação do pedido

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Conte o cenário em trinta minutos. Se fizer sentido, o diagnóstico devolve o desenho da integração, o esforço e o prazo — sem custo.

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Perguntas frequentes

Integrar direto com o banco ou por um provedor?

Direto costuma sair mais barato por transação e exige mais trabalho de homologação e manutenção. Provedor entrega mais rápido e cobra por isso. A conta muda com o volume — o diagnóstico compara os dois para o seu caso.

Como garantir que o pedido não libere duas vezes?

Chave de idempotência na liberação, não no recebimento da notificação. O sistema pode receber dez avisos do mesmo pagamento; o efeito precisa acontecer uma vez só, e isso é testado antes de subir.

Dá para conciliar Pix automaticamente?

Dá, e é o principal ganho depois da liberação automática. Cobrança emitida com identificador próprio casa sozinha com o extrato; o que sobra — transferência avulsa, valor divergente — vai para uma fila com o motivo.

E o Pix automático e o Pix parcelado?

São arranjos com regras próprias e exigem desenho específico de autorização e cobrança recorrente. Entram como fase seguinte, depois de a cobrança simples estar sólida — construir os dois juntos costuma atrasar os dois.