O que é o Sankhya
O Sankhya é um ERP brasileiro forte em distribuição, indústria e serviços, comum em empresas de médio porte. Tem modelagem própria e um recurso de regras e eventos internos que muitas empresas usam intensamente.
Esse é justamente o ponto que define a integração: boa parte do comportamento relevante está em regra configurada no ERP, e não no módulo de catálogo. Integrar sem mapear essas regras produz dado aceito pela API e recusado pelo processo.
O que a API entrega
Há API REST com autenticação por token, cobrindo as entidades principais — parceiro, produto, pedido, financeiro — além de execução de serviços do próprio ERP.
Boa parte das operações passa pelos serviços internos, o que é bom: a regra de negócio do ERP é respeitada em vez de contornada. O custo é que a chamada precisa enviar o que aquele serviço espera, e isso varia com a configuração da empresa.
Eventos internos podem disparar comportamento adicional na gravação. Integração que ignora isso vê efeito colateral que não estava no contrato da API.
Fluxos que construímos
Pedido de canal externo
Pedido entrando pelos serviços do ERP, com tipo de operação, natureza e tabela de preço corretos — os campos que a regra interna exige e que a API aceita vazios.
Estoque e preço para fora
Saldo e tabela expostos para site, portal ou força de vendas, com cache dimensionado para o horário de pico.
Financeiro e cobrança
Título, baixa e status devolvidos ao canal, para o time deixar de consultar duas telas.
Base analítica
Cópia do dado para relatório, tirando consulta pesada do ambiente de produção.
O que costuma quebrar
Regra interna recusando o que a API aceitou
O envio retorna sucesso e o pedido não avança, porque uma regra configurada barrou. Mapear as regras que incidem no fluxo é parte do levantamento, não do teste.
Tipo de operação errado
É o campo que mais trava pedido. Cada canal costuma exigir um tipo próprio, e assumir o padrão gera fila de pedido parado sem erro claro.
Evento disparando efeito colateral
Gravação que aciona rotina interna produz resultado além do esperado. Descobrir isso em produção é caro; descobrir em ambiente de teste é barato.
Consulta pesada em horário de pico
Relatório puxando direto do ERP concorre com quem está operando. Base analítica separada resolve, e é mais barata que aumentar o ambiente.
Prazo típico
- 1
- semana de levantamento das regras que incidem
- 3 a 6
- semanas para o primeiro fluxo em produção
- D+1
- para divergência aparecer no relatório
Perguntas frequentes
Por que o levantamento leva uma semana antes de codificar?
Porque no Sankhya boa parte do comportamento relevante está em regra configurada pela empresa, não no produto padrão. Integrar sem mapear isso gera pedido aceito pela API e recusado pelo processo — e descobrir na produção custa mais que a semana.
Dá para usar os serviços do ERP em vez de gravar direto?
É o caminho que preferimos. Usar o serviço interno faz a regra de negócio ser respeitada, em vez de contornada. Gravação direta é mais rápida de escrever e cria dívida que aparece no fechamento.
Como fica o desempenho do ERP com a integração rodando?
Consulta pesada sai do ERP e vai para uma base analítica; a integração transacional trabalha com volume pequeno e ritmo controlado. Sem esse cuidado, o efeito aparece como lentidão para quem opera.
Vocês assumem integração já existente?
Assumimos, depois de uma avaliação técnica curta. Ela diz o que dá para aproveitar, o que precisa ser reescrito e o custo de cada caminho — inclusive quando a resposta honesta é que reescrever sai mais barato.