Aplicativo e SaaS parecem assuntos separados: um mora no celular, o outro no navegador de quem assina. Estão juntos aqui porque têm o mesmo traço, e é ele que decide quanto custam. Os dois são software que sai de dentro da empresa. O sistema interno roda num ambiente que a TI controla, para usuários que o gestor consegue reunir numa sala e treinar. O aplicativo roda num aparelho que ninguém padronizou direito, passa por uma loja com regras próprias e precisa funcionar no subsolo, sem sinal. O SaaS roda para clientes que não são funcionários de ninguém ali, não vão ler manual e cancelam quando não entendem o produto na primeira semana.
Por isso a pergunta que atravessa a categoria não é como construir, é o que acontece depois do lançamento. As lojas sobem a exigência mínima de tempos em tempos, e o app que ninguém atualiza some para parte dos usuários novos e já não recebe atualização sem antes alcançar a regra. A cobrança recorrente precisa rodar sozinha no quinquagésimo cliente, com cartão recusado, troca de plano e nota fiscal. A ativação precisa acontecer sem ninguém do seu time do outro lado da tela. Esse é o custo de operar, e ele quase nunca aparece na proposta de quem vende só a construção, porque a construção termina e a operação não.
Os textos tratam de decisões que se tomam uma vez e se pagam por anos: em qual plataforma lançar primeiro, em nome de quem abrir a conta da loja, o que entra na primeira versão e o que não pode ficar fora dela, como montar a conta de custo sem cair na comparação com preço de anúncio. Nenhum deles traz tabela de preço, pelo mesmo motivo que o site inteiro não traz: número dito antes de olhar o processo embute a margem do desconhecido. O que trazem é a estrutura da conta, para que duas propostas sejam comparadas sobre o mesmo objeto. E cada um diz quando a resposta certa é não fazer: um portal responsivo no lugar do app, um produto pronto no lugar do SaaS, uma planilha e uma pessoa no lugar do MVP.
Textos de aplicativos e saas
Quanto custa um aplicativo para empresa: o que move a conta e o que vem depois do lançamento
O que move o custo de um app de empresa: perfis, offline, integração, painel e publicação. E a manutenção anual que o preço de anúncio deixa de fora.
Publicar aplicativo na App Store e na Play Store: conta, revisão e o que atrasa o lançamento
Conta no CNPJ com D-U-N-S, taxas, teste fechado, política de privacidade e prazo de revisão: o caminho para publicar o app da empresa nas duas lojas.
Aplicativo iOS ou Android primeiro: quem usa decide, não o mercado
Equipe com aparelho da empresa, equipe com celular próprio ou cliente final: quem usa decide a plataforma. E quando o multiplataforma resolve as duas.
Quanto custa criar um SaaS: o código é a parte barata
Multi-inquilino, cobrança recorrente, ativação, suporte e infraestrutura por conta: o que entra no custo de um SaaS além do código, e por que operar pesa mais.
MVP: a primeira versão é uma pergunta, não um produto pela metade
MVP é a menor versão que responde uma pergunta com uso real. O que dá para cortar na primeira versão e o que não pode sair: segurança, dado isolado e cobrança.