Trocar o sistema que a empresa inteira usa é o projeto de tecnologia com maior distância entre o que se planeja e o que acontece. O software novo costuma ser a parte fácil. O difícil é o dado que veio de dez anos de uso, com convenção mudada no meio do caminho, campo reaproveitado para outra finalidade e registro que só faz sentido para quem estava lá.
Os textos desta categoria tratam do que cerca a migração: o de-para que ninguém quer escrever, a reconciliação que prova que nada se perdeu, o período em que os dois sistemas convivem, e o plano de voltar atrás — que precisa existir mesmo quando ninguém pretende usar.
O sistema legado recebe aqui um tratamento menos hostil que o usual. Ele sustentou a operação por anos e carrega regra de negócio que não está escrita em lugar nenhum. Migração que trata o legado como lixo a ser descartado costuma redescobrir essas regras uma a uma, em produção, no pior momento possível.
Textos de migração e legado
Cutover: o fim de semana que decide a migração
Meses de projeto convergem para poucas horas com a operação parada. O roteiro, o ensaio, a hora marcada do ponto de não retorno e o plano de voltar atrás.
Reconciliação: como provar que a migração não perdeu nada
"Rodou sem erro" não prova que tudo chegou. Os três níveis de conferência, quem precisa assinar e quando dá para desligar o sistema antigo.
De-para de dados: o documento mais chato e mais importante da migração
O que precisa estar num de-para, quem precisa aprovar, e por que migração que pula esse documento descobre o problema depois do cutover.