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Migração e legado

Cutover, de-para, reconciliação e risco: o que fazer antes de trocar o sistema que a operação inteira usa.

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Trocar o sistema que a empresa inteira usa é o projeto de tecnologia com maior distância entre o que se planeja e o que acontece. O software novo costuma ser a parte fácil. O difícil é o dado que veio de dez anos de uso, com convenção mudada no meio do caminho, campo reaproveitado para outra finalidade e registro que só faz sentido para quem estava lá.

Os textos desta categoria tratam do que cerca a migração: o de-para que ninguém quer escrever, a reconciliação que prova que nada se perdeu, o período em que os dois sistemas convivem, e o plano de voltar atrás — que precisa existir mesmo quando ninguém pretende usar.

O sistema legado recebe aqui um tratamento menos hostil que o usual. Ele sustentou a operação por anos e carrega regra de negócio que não está escrita em lugar nenhum. Migração que trata o legado como lixo a ser descartado costuma redescobrir essas regras uma a uma, em produção, no pior momento possível.

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