O princípio
Trabalhar na operação de alguém significa ter acesso a dado que não é nosso. A regra que seguimos é a mais simples possível: ver o mínimo necessário, pelo menor tempo necessário, com registro de quem viu.
Isso não é postura de conformidade — é redução de risco para os dois lados. Dado que não temos não pode vazar por nossa causa.
Durante o projeto
- Acesso nominal por pessoa, nunca credencial compartilhada
- Acesso concedido por prazo e revogado no fim de cada frente
- Ambiente de desenvolvimento com dado mascarado ou sintético sempre que o teste permitir
- Credencial em cofre, nunca em código, planilha ou mensagem
- Segundo fator obrigatório em todo acesso a ambiente do cliente
- Registro de acesso a base de produção, com motivo
No que construímos
- Controle de acesso por papel, desenhado antes da primeira tela
- Trilha de auditoria em operação sensível: quem fez, quando e o que mudou
- Criptografia em trânsito e em repouso onde há dado pessoal
- Prazo de guarda definido por tipo de dado, com descarte automático no fim
- Base legal registrada para cada tratamento de dado pessoal
- Backup testado com restauração ensaiada, não apenas configurado
Sobre a LGPD
Num projeto de software, a empresa cliente costuma ser a controladora dos dados e nós, operadores. Isso significa que as decisões sobre finalidade e base legal são suas, e a nossa obrigação é executar conforme elas e provar que executamos.
Guardar dado além do necessário também é descumprimento — não só vazar. Por isso o prazo de guarda e o descarte entram no desenho do sistema, e não numa rotina manual que alguém precisa lembrar de rodar.
Dado sensível tem regime próprio: saúde, biometria e dado de criança e adolescente exigem cuidado adicional, e isso muda o desenho de acesso e de registro desde o início do projeto.
Perguntas frequentes
Vocês acessam nosso banco de produção?
Só quando não há alternativa, com acesso nominal, prazo definido e registro do motivo. A preferência é sempre ambiente de teste com dado mascarado — e boa parte do trabalho não precisa de produção quando o ambiente de teste é montado direito.
Onde ficam os dados durante o desenvolvimento?
Em infraestrutura sua, sempre que possível. Quando é necessário ambiente nosso, ele é isolado por cliente, com dado mascarado e descarte ao fim da frente. Não mantemos cópia de base de cliente depois que o trabalho termina.
Assinam nosso termo de confidencialidade e de tratamento de dados?
Assinamos, e preferimos o seu modelo ao nosso. Se a sua empresa tem exigência de segurança específica — política de acesso, requisito de auditoria, cláusula setorial — ela entra no contrato.
Como vocês tratam incidente de segurança?
Comunicação imediata ao cliente, contenção, e registro do que aconteceu e do que foi feito. A comunicação a titulares e à autoridade é decisão da controladora — nossa obrigação é dar a informação completa e rápida para que essa decisão possa ser tomada no prazo.